Parentes da falecida: rostos conhecidos que me convidam a passar a noite com eles e a me despedir só no dia seguinte... Não tive coragem de recusar. Mesma de trinta anos atrás. Voltam a mim tardes de infâncias ensolaradas e a memória dias alegres... A alegria de outrora aumenta ainda mais a tristeza do presente. Ando pelos corredores a esmo, entre o presente e o passado até estacar de repente com a mão na maçaneta de uma porta. Era o seu quarto. Nervos e coração lutam contra o cérebro por instantes. Presente e passado em conflito. Medo e desejo digladiam-se em intermináveis segundos. Entro. Ligo a luz. Sento em sua cama. No ar o perfume da familiaridade. Quase consigo ver sua imagem me sorrindo, despedindo-se, apagando-se até não haver mais nada.
Foi só nessa hora que finalmente consegui chorar.
(Continua...)
OPS... NÃO SAIA SEM ANTES VER O VÍDEO ABAIXO!
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